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Boletim
OrquidaRIO Ano 9 - edição nº 4 - Outubro a Dezembro de 2007 PALAVRA DA PRESIDENTE Dezembro, mais um ano chegando ao fim. E, neste caso, também mais uma gestão da OrquidaRio que se encerrará em breve. Um momento importante para refletirmos sobre o que alcançamos, o que ainda não conseguimos realizar e avaliarmos as razões do sucesso e das frustrações. Para muitos de nós, uma pergunta persiste: quais os próximos passos que nossa sociedade deve dar para assegurarmos nosso futuro? Em 2007 organizamos duas exposições de enorme sucesso no Jardim Botânico; demos continuidade a nossa exposição de inverno, desta vez conquistando um novo espaço; finalizamos o projeto de conservação com o qual nos comprometemos; realizamos o salão de Pintura Botânica; concretizamos algumas parcerias importantes; participamos de várias exposições para as quais fomos convidados; ministramos dois cursos de cultivo; continuamos com uma boa programação de reuniões; editamos quatro boletins com a periodicidade programada e estamos trabalhando para que, até dezembro, tenhamos editado os quatro números previstos da revista “Orquidário”. Toda esta atividade, no entanto, não tem se refletido em uma maior participação dos sócios antigos e nem em um significativo aumento no número de novos sócios. E, financeiramente, apesar de estarmos fechando o ano com um pequeno saldo positivo, a previsão dos custos para os primeiros meses do próximo ano, indicam que teremos que continuar com forte contenção de despesas. O que fazer para mudar este quadro? O que reformular para atrairmos mais os que já são sócios e para que os outros inúmeros admiradores de orquídeas, que tanto têm prestigiado os nossos eventos, associem-se a nós? E, além disto, que medidas concretas devem ser tomadas para alcançarmos uma situação financeira estável, com tranqüilidade para desenvolvermos os nossos objetivos? Depois de quase dois anos e muito trabalho, continuamos com estas questões. Acredito que outras associações vivem os mesmos dilemas, neste início de século XXI. E hoje tenho certeza que as respostas terão que envolver muita criatividade, coragem e cooperação. Agradecimentos: Ao longo dos 18 meses que esta diretoria esteve à frente da OrquidaRio, muitas pessoas colaboraram, de diferentes maneiras, para o sucesso das atividades desenvolvidas. Se tentar listar todos os que ajudaram, com certeza deixarei algum nome de fora. Portanto registro aqui o meu sincero agradecimento a todos os que participaram da revitalização da nossa OrquidaRio. A ajuda de vocês foi fundamental. Maria do Rosário de Almeida Braga. POR ONDE ANDAM NOSSOS SÓCIOS Aos poucos vamos juntando informações sobre nossos sócios que estão profissionalmente envolvidos com pesquisas em orquídeas. Melissa F. Bocayuva Cunha entrou para a OrquidaRio em 2006, mas seu envolvimento com a família Orchidaceae vem de vários anos. Formada em Ciências Biológicas, seu trabalho de mestrado foi sobre as orquídeas da Prainha, Rio de Janeiro, RJ. Já teve experiências de trabalho com orquídeas no Orquidário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e no Jardim Botânico Marie Selby na Florida, USA. Atualmente ela trabalha no Projeto Cores, um projeto de pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo M. de Mello – CENPES. No Cores, Melissa trabalha principalmente com o cultivo in vitro e a biologia reprodutiva das noves espécies que o projeto abrange: Laelia lobata, L.jongheana, L.tenebrosa, L. perrinii, L.virens, L.fidelensis, L. xanthina, L. grandis e Cattleya schilleriana. Como parte do CORES, hoje divide seu tempo entre o trabalho de campo e estudos sobre os fungos associados ao desenvolvimento de algumas destas espécies. EVENTOS QUE REALIZAMOS E/OU PARTICIPAMOS PALESTRAS NAS NOSSAS REUNIÕES - “Reconhecimento e tratamento de pragas e doenças” Prof. João Araújo, UFRRJ, em 27/09/07. As orquídeas são susceptíveis a doenças causadas por bactérias, fungos ou vírus ou podem ser atacadas por pragas desde a fase de plântulas até a fase adulta. A vulnerabilidade das plantas às doenças e ataques de insetos está associada a fatores abióticos como temperatura, umidade excessiva aliada a uma drenagem deficiente, nutrição inadequada como, por exemplo, a adubação excessiva com nitrogênio, fitotoxicidade, captação de substrato ou salinidade alterada. As doenças e pragas ocorrem de forma cíclica e se entendermos isso fica mais fácil de controlar. Os insetos vão e vêm com periodicidade mais ou menos constante. O sistema radicular da orquídea está sujeito à colonização por fungos de diferentes espécies e a partir daí vão se originar a maioria das doenças fúngicas. Já a infecção nos bulbos vai ocorrer mais freqüentemente através de tesouras infectadas ou outros objetos cortantes infectados. As principais doenças causadas por fungos são: antracnose, mancha de Fusarium, podridão de Rizoctonia, podridão negra, ferrugem, manchas cinzentas (nome genérico) e mofo cinzento, este último característico de flores. A principal doença causada por bactérias é a podridão mole. Quanto às doenças causadas por vírus, as 3 principais são: vírus do mosaico do Cymbidium (CyMV), vírus da mancha anelar do Odontoglossum e vírus da mancha de orquídea (“orchid fleck”). A inoculação do vírus é feita de forma mecânica por objetos cortantes ou picadas de insetos. O controle é preventivo feito pela desinfecção dos instrumentos de trabalho, pela eliminação dos insetos picadores e pela destruição da planta infectada. Os insetos que mais freqüentemente atacam as orquídeas são: percevejos (tentecóris), pulgões, trips, vespas (que inoculam os bulbos com ovos), lesmas e caracóis. O diagnóstico é feito através dos sintomas. Para identificar corretamente o agente causal é necessário que seja feita a coleta do material doente. Este material deve ser enviado a um laboratório especializado, onde será feita a análise microscópica para identificação do agente patogênico. Caso queira enviar fotos ou amostra de sua(s) planta(s) para um diagnóstico feito por profissionais, consulte o site abaixo, preenchendo o formulário de consulta. http://www6.ufrgs.br/agronomia/fitossan/herbariovirtual/consulta.php - “Exposições
no exterior – estandes” - “Controle
da praga Caramujo Africano” -"O
gênero Baptistonia Barb. Rodr". - “Espécies
brasileiras de Cattleya :
I – região Norte” Nota: para mais detalhes sobre as palestras,
consulte o site www.orquidario.org Algumas
delas estão disponíveis em cd,
na nossa sede, para serem consultadas. Informe-se
conosco. XXVII Exposição Nacional de Orquídeas da AMO, de 19 a 21 de outubro, no Minascentro, Belo Horizonte, MG. As 25 orquídeas que compuseram o nosso estande foram levadas pelo Orquidário Itaipava. A bonita exposição, em local privilegiado da capital mineira, teve entre seus juízes a nossa sócia Maria Aparecida Loures, que também foi responsável pela a arrumação das plantas da OrquidaRio. Em uma exposição onde a grande estrela é sempre a Cattleya warnerii, a OrquidaRio foi muito bem pontuada com uma Miltonia spectabilis var. alba e uma Cattleya schilleriana. A palestra de domingo foi dada por Maria do Rosário de Almeida Braga, que mais uma vez transmitiu a sua mensagem: “Mata Atlântica: suas orquídeas e sua conservação”. 11ª Exposição de Orquídeas de Niterói, de 04 a 07 de outubro, no Colégio Nossa Senhora da Assunção, São Francisco, Niterói, RJ. Mais uma vez a exposição de novembro organizada pela ASSON foi um sucesso. E a OrquidaRio mais uma vez esteve presente, levando lindas plantas, participando do julgamento e com produtos a venda, em parceria com os organizadores. Os juízes deram o prêmio de Melhor Planta da Exposição para um lindo exemplar de Arpophyllum spicatum, levado pelo Círculo Orquidófilo de Juiz de Fora, MG. A OrquidaRio ficou com o primeiro (Anachaelium baculus) e segundo lugar na categoria “Espécies no grupo Laeliinae exceto Cattleya”; Melhor híbrido de Cattleya standard: Cattleya Corcovado; Melhor Híbrido de Cattleya cluster: Lc. Fire Dance ‘Blanche’ e primeiro (Phalaenopsis Sweet Memory) e segundo lugar na categoria “Outros Híbridos”. 1ª Exposição de Botânica do Colégio Pedro II, dias 09 e 10 de novembro, na unidade de São Cristóvão, foi uma exposição diferente . Desta vez, não houve julgamento das plantas e, mesmo assim, o estande de exposição estava bem bonito, exibindo bonitas Laelia purpurata e L. lobata, entre outras. Pelo hall de entrada do colégio, onde estávamos instalados, juntamente com o Orquidário Binot, o Itaorchids e o projeto “Área Verde” (Pedro II) passaram centenas de jovens e seus pais. A OrquidaRio aproveitou para montar uma pequena mostra educativa, que deverá ser aprimorada para a próxima vez. Um dos resultados do evento foi os primeiros entendimentos com os organizadores do evento para que a OrquidaRio tenha uma presença mais atuante no Projeto “Área Verde”. 11ª Exposição de Maricá, de 16 a 18 de novembro, no Esporte Clube de Maricá, Centro, Maricá, RJ. A COMAR organizou uma bonita e bem divulgada exposição, que aproveitou o feriado e levou um grande público ao evento. Como vem, felizmente, acontecendo naquelas exposições, a OrquidaRio deu um show à parte, montando um lindo e diverso estande de exposição e,para isto, contou com a contribuição direta de vários sócios. O excelente resultado deste esforço conjunto foi que conquistamos vários prêmios, entre eles: Melhor Planta da Exposição: Wilsonara Tiger Glow, com 48 lindas flores; Melhor Cultivo e Melhor Botânica: duas diferentes plantas de Coelogyne pandurata; Melhor Híbrido: Cattleya Purity.
REUNIÕES As
reuniões da OrquidaRio acontecem sempre
na nossa sede e começam às 19h.
PROJETO
DE LEVANTAMENTO DAS ORQUÍDEAS
DA REGUA SÓCIOS Precisamos
crescer e as orquídeas
tem admiradores suficientes para que isto
ocorra. INTERNET O site da OrquidaRio (www.orquidario.org) encontra-se atualizado, com fotos das últimas exposições que organizamos e participamos. Na seção “Projetos” você encontrará os resultados obtidos no “Levantamento e Distribuição das Orquídeas da REGUA”. Já o item “Planta do Mês” precisa de colaboradores – se você gosta de pesquisar e tem boas fotos de alguma das suas plantas, entre em contato com a nossa diretora técnica, Delfina de Araújo (orchidnews@superig.com.br). Recentemente o ítem foi atualizado, com a planta Masdevallia infracta, uma contribuição de Fernando Setembrino. Nosso webmaster, Sergio Araujo, iniciou uma lista de discussão aberta a todos os sócios e não sócios que quiserem dela participar. O Sérgio, no momento, é o moderador da lista. Vale a pena conferir. HOMENAGEM A DAVID MILLER
FLORAÇÃO DE VERÃO
Confira no nosso site (www.orquidario.org)
a lista das espécies brasileiras e estrangeiras
que florescem nos meses de verão.
Este mês de dezembro ainda estão em flor algumas variedades de Laelia purpurata, Laelia lobata, além de Laelia tenebrosa e alguns de seus híbridos. Na Mata Atlântica, esta é a estação quando o maior número de espécies de orquídeas está florida – se for fazer caminhadas, fique atento(a) pois muitas delas são bem pequenas. Acompanhe e desfrute de belas flores. |