O nome |
Vem do Latim bellus (bela, muito bela, belíssima). |
Ocorrência |
Planta tropical encontrada na Ilha de Bornéu (Indonésia e Malásia).
Coletada em altitudes que variam do nível do mar até 200 metros.
Considerada durante muito tempo como a forma "borneo" da Phalaenopsis violacea, tendo sido separada como uma espécie distinta.
Difere da Phalaenopsis violacea pela sua coloração, pela sua forma, por alguns detalhes morfológicos e por seu diferente perfume. |
Flor e Aspecto vegetativo |
O elemento mais visível da diferença entre Phal. bellina e Phal. violacea está relacionada com as pétalas. As da Phalaenopsis bellina são ovais e alargadas, enquanto que para Phalaenopsis violacea as pétalas são elípticas.
As pétalas de Phalaenopsis bellina geralmente têm 1,3 cm, enquanto que as pétalas de Phalaenopsis violacea atingem a 0,7 cm.
O "ponto" de acabamento de três sépalas da Phalaenopsis bellina forma um triângulo isósceles, enquanto que o da Phalaenopsis violacea a forma é de um triângulo eqüilátero.
As folhas também são mais amplas para a Phalaenopsis bellina.
As fragrâncias são, também, diferentes e isso prova que esta duas plantas não têm o mesmo agente polinizador.
A floração ocorre no verão, de forma seqüencial, chegando a mais de 15 flores por haste, ficando com o máximo de 2 por haste ao mesmo tempo.
As hastes antigas costumam florescer novamente, por isso não devem ser cortadas totalmente.
Pela diferença de coloração e forma, tem-se as seguintes variações: alba (totalmente branca); coerulea (azul); bowringiana (sépalas e pétalas com barras transversais na cor malva); e, punctata (com pontos malva nas sépalas e pétalas). |
Perfume |
As suas flores apresentam suave perfume, cítrico. |
Pragas e doenças |
Como as demais orquídeas, são sujeitas ao ataque de cochonilhas e de pulgões, devendo ser pulverizadas com citronela, a cada 60 dias. |
Cultivo |
Devem ser cultivadas com luz indireta de forma intensa, sendo recomendado o sombrite de 50%.
A umidade relativa do ar deve ficar entre 60% e 80%.
Pode ser cultivada em vasos de plástico, tendo como substrato cascas de pinus, em granulação graúda, ou placas de xaxim.
A adubação pode ser química ou orgânica, sendo bem aceitável a utilização das duas modalidades de forma intercalada, diminuindo as doses no inverno.
A rega deve ser igual a toda e qualquer Phalaenopsis, ou seja, mais freqüente do que as das Cattleya e/ou Laelia, evitando que as raízes, especialmente as aéreas, fiquem ressacadas, caso em que secarão por completo. |
Híbridos |
Muito utilizada em hibridação.
O seu cruzamento com a Phal. violacea gerou o híbrido primário denominado Phal. Samera. Com a Phal. lueddemanniana a Phal. Borneo Star. Cruzada com Phal.gigantea deu origem a Phal. Gigabell. |
Premiações |
Diversos clones foram premiados, tanto pela RHS como pela AOS e pela JOGA.
Na exposição mundial de Miami (2008), vários clones foram premiados, apresentados pelo Orquidário Krull-Smith, destacando-se a ‘Krull’S Perfection’, com um FCC/AOS de 90 pontos, a ‘Krull’s Pretty Girl’, com um AM/AOS de 86 pontos e a ‘Krull’s Prince’, com os mesmos 86 pontos. O clone ‘Tejas’ é bem conhecido com um AM/AOS de 80 pontos. Um dos melhores clones, ao que parece nunca premiado, é o ‘Joy’, de Joseph Wu (foto abaixo). |