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Foto:
Carlos Ivan da Silva Siqueira

Uma Cattleya nobilior, na variedade amaliae, clone
“Natalia”, cultivada por Gerson Calore, de Várzea
Paulista, São Paulo, foi a planta campeã da 15ª.
Conferência Mundial sobre Orquídeas, realizada em 1996
no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
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Prancha
da C. nobilior
de Linden, na Lindenia |
| O nome |
Cattleya nobilior
foi descrita por Reichenbach, em 1883, no L'Illustration Horticole |
Representação
gráfica |
Foi
desenhada por Lucien Linden e está na Lindenia (veja acima
a reprodução), que se preocupou em mostrar a diferença
morfológica da planta para assim talvez distinguí-la
da Cattleya walkeriana de Gardner.
Seu nome em latim significa "mais nobre", provavelmente
o autor da descrição se referia a ser mais nobre do
que a Cattleya walkeriana. |
Ocorrência |
Estados
de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (de onde se extende até
o Paraguai, na região fronteiriça), Goiás,
sul do Maranhão e Tocantins, sul de Goiás e sudeste
da Bahia. |
Aspecto
vegetativo |
• Cattleya nobilior tipo: de cor lilás-claro
ao lilás-escuro, preferem estar sempre junto aos cursos de
água perene, portanto repletos de umidade o ano todo. Vegetam
normalmente sobre árvores frondosas que lhes proporcionam
muita ventilação..
• Cattleya nobilior var. amaliae Pabst: encontram-se
em extensa faixa do norte do estado de Tocantins. Normalmente estão
alojadas em árvores baixas, típicas do cerrado brasileiro.
Diferem-se da forma típica por apresentarem cor rosa-claro
com labelo amarelo-limão, intensamente entrecortado de veias
lilás-escuro. |
Flor |
A
planta tipo floresce em Julho/Agosto e a variedade amaliae
floresce em Setembro/Outubro. |
Perfume |
Intenso
e marcante |
Pragas
e doenças |
Cochonilhas, parda e Boisduval. Sofrem, também, de doenças
fúngicas e bacterianas, que produzem podridões e que
podem levar a planta à morte. É, ainda, alvo fácil
de viroses. Os grandes problemas de sobrevivência vem do cultivo. |
Cultivo |
A forma tipo e amaliae não podem ser cultivadas de
maneira análoga, pois a primeira, Tipo, vem de regiões
de mata, onde há elevada umidade e menos claridade, já
a variedade Amaliae vegeta em áreas secas do cerrado brasileiro,
vegetando, grande parte do ano, contando só com a neblina
noturna e sob intensa claridade. A tipo vai bem em vasos de barro,
bem drenados e com substrato leve e bem poroso (entre os mais comuns,
xaxim desfibrado, coxim, fibra de coco e casca de pinus ou barbatimão,
que devem ser trocados cada dois anos, sob pena de definhamento
da planta). A variedade amaliae prefere ser montada em palitos
de xaxim, corticeira, toros de peroba ou outro suporte rústico,
indo bem, também em chachepôs.
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Híbridos |
Natural: C. x mesquitae (sendo de destacar que existe
registrado, em 2003, na RHS, este mesmo híbrido por Suwada
Orch., sob o nome “Brazilian Jewel”. Descendência
artificial: não são em grande número os híbridos
registrados de C. nobilior, cerca de 20. |
Referências de consulta |
• Enciclopédia na internet Wikipedia www. pt.wikipedia.org/wiki/Cattleya_nobilior.
• http://mirandaorchids.com/taxonomy
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Fotos:
Francisco Miranda (reproduzidas com permissão)
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Cattleya
nobilior amaliae
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Cattleya
nobilior,
forma cerúlea. |
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Mapa
da distribuição geográfica de C. nobilior
e C. walkeriana, reproduzido com permissão de Francisco
Miranda, o que talvez permita entender a existência do híbrido
natural Cattleya x mesquitae. |
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Foto: Raimundo Mesquita |
Bc. Delfina
de Araújo (C. nobilior x Rhyncholaelia glauca), Hib.
Reg por R. Mesquita em 2004.
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| Fotos e texto: Proibida
a reprodução sem autorização dos autores |
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